Obrigatórias a partir de 2013, novas normas ortográficas ainda geram dúvidas

Profissionais e estudantes buscam cursos rápidos para agilizar o aprendizado; professora dá dicas

Este é o último ano para que os falantes do português se adaptem à nova ortografia, válida desde 1º de janeiro de 2009. Apesar do prazo se esgotando, é comum notar pessoas ainda utilizando a ortografia antiga ou ficando na “corda bamba”, mesclando os dois padrões.

Consultora de português da CCLi Consultoria Linguística, de São José do Rio Preto, Letícia Pereira diz que a dica para essa reta final é que as pessoas se atentem às mudanças ortográficas nas leituras que fizerem de jornais e revistas, uma vez que já adotaram a nova norma, a fim de se acostumarem com as mudanças. “Sugiro também que as pessoas incorporem aos poucos as alterações”, destaca. “Por exemplo, hoje retire o acento de 'éi' e 'ói' nas palavras paroxítonas e depois tente fazer isso a semana toda. Na semana seguinte, acrescente outra alteração, e assim sucessivamente”.

A realização de cursos específicos também pode ajudar. Na CCLi, por exemplo, há workshops de 2 a 8 horas sobre a nova ortografia. Apesar disso, Letícia afirma que geralmente os clientes buscam por um curso com um conteúdo mais amplo no qual o tópico nova ortografia também é trabalhado. “É o que acontece nos cursos de Português Corporativo, Redação Acadêmica, entre outros”, conta Letícia. “Em todos os casos, procuro sempre enfatizar que, embora seja imprescindível aprender e utilizar a nova ortografia, ela não é suficiente para fazer com que um texto esteja bem escrito. É necessário ainda se atentar a itens como clareza e objetividade, por exemplo”.

Capacitação
O perfil de alunos desses cursos é bem variado: de estudantes a profissionais. A psicóloga Rosane Confortini, coordenadora de desenvolvimento profissional do Sest/Senat, é um deles. Ela afirma que o português é uma língua que “exige cuidados”, então o novo acordo ortográfico tornou necessário elevar a atenção. “Tive algumas surpresas, como os acentos que caíram”, admite. “Mas tudo é uma questão de nos acostumarmos”. A psicóloga conta que o curso fez com que ela ficasse mais crítica em relação a seus textos, sempre relendo e-mails, consultando materiais pedagógicos sobre as regras de ortografia e até pedindo para outras pessoas lerem seus textos para darem opiniões. “Equívocos na língua falada até passam despercebidos, mas na escrita nós não podemos nos descuidar, pois tudo que é escrito serve como registro e não se desfaz com o tempo”, avalia.

Apesar das controvérsias quanto à incorporação total do novo acordo a partir de 1º de janeiro de 2013, que estão chegando até o Senado Brasileiro, por enquanto nada indica que a lei não se fará valer. É hora então de aproveitar as dicas e já se preparar.

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