A língua é viva e sempre está em mudança

Veja como as gírias são próprias de uma determinada época e, algumas vezes, simplesmente desaparecem

“Aquele tremendão está no maior ziriguidum!” Se você tem menos de 40 anos, provavelmente, não entendeu bulhufas ou até ficou grilado com essas gírias que seus pais ou até mesmo seus avós devem ter usado quando eram jovens. Essa expressão, usada nos anos 1960, simplesmente significa: “O rapaz bonito tem samba no pé”. Ah… bulhufas significa “nada” e grilado quer dizer desconfiado, em dúvida.

As gírias mostram que a língua é como um organismo vivo que sempre está em adaptação à cultura e ao contexto histórico no qual a sociedade está inserida. Desde que você conheça as regras da norma culta e saiba aplicá-las corretamente nos momentos adequados, não faz mal algum usar gírias no seu dia a dia e nas conversas informais com os amigos.

Um ponto interessante das gírias é que, em algum momento, essas palavras estão na boca do povo, são legais e muito descoladas. Porém, com o passar dos anos, elas ficam ultrapassadas e totalmente sem sentido – são poucas as que conseguem sobreviver. Alguém se arrisca a usar no dia a dia estas gírias abaixo? Você já ouviu alguma?

Gírias anos 60

  • Certinha: mulher bonita
  • Chapa: amigo
  • Dar tábua: recusar-se a dançar
  • Dar uma esticada: passar por vários restaurantes e bares noturnos
  • Lelé da cuca: louco
  • Mancar: desrespeitar compromisso
  • Patota: turma de amigos
  • Pão: homem bonito
  • Pé de chinelo: pessoa sem expressão
  • Sifu: deu-se mal

Anos 70

  • Arquibaldos: torcedores de arquibancadas
  • Bicho: companheiro, amigo, o equivalente a “brother”
  • Bicho grilo: pessoa malvestida
  • Bidu: pessoa esperta
  • Biônico: político nomeado pelo governo
  • Bode: confusão
  • Entrar pelo cano: ser malsucedido
  • Maior barato: legal, sensação boa
  • Pra lá de Marrakech: bêbado
  • Russo: situação ruim, difícil

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