Com curta duração, novas graduações focam na especialização

Área de exatas é a que mais recebe pedidos de novos cursos

Você sabe quais as funções que um engenheiro de petróleo pode desempenhar? Ou o trabalho que uma pessoa graduada em restauração e conservação desempenha? Esses alguns exemplos de cursos criados recentemente no País a fim de suprir uma demanda por profissionais mais especializados, tanto na iniciativa pública como na privada.

Em abril deste ano, o Ministério da Educação (MEC) iniciou um mapeamento do mercado brasileiro, com o objetivo de identificar as carências por profissionais, seja por região ou área de conhecimento. A primeira parte do projeto foi voltada às engenharias, e foi concluída no final de julho, mas ainda não foi divulgada.

Em relação aos cursos mais recentes, segundo dados do site do ministério, a área de exatas é a que mais recebe novas graduações, como Engenharia Industrial Madeireira, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Tecnologia de Química Analítica, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e Engenharia de Nanotecnologia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Já na área de humanas, os destaques ficam para Literatura e Teoria da Dança, da UFRJ, Ciências do Estado, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e História da Arte, da UFRGS. “Para evitar esse vácuo de profissionais com formações segmentadas, o governo está buscando uma diversificação, e algumas vezes até mesmo uma mescla, de cursos. Algo que já devíamos ter iniciado anteriormente”, opina a CEO da consultoria educacional Diálogo, Carmen Bragança.

Os novos currículos costumam apresentar disciplinas semelhantes às existentes no início de cursos tradicionais, mas têm perfil mais interdisciplinar, outra demanda do mercado, segundo Carmen. Ela cita como exemplo essas novas engenharias (hídrica, petróleo e nanotecnologia), análise de sistemas com serviços de saúde e outros focos, e administração de agronegócios (ramificação de administração).

De acordo com informações da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior do MEC, cursos recentes apresentam uma carga horária menor do que graduações tradicionais como Direito e Arquitetura. Graduações para tecnólogos com o foco em negócios imobiliários, gestão pública, transporte aéreo, e gastronomia apresentam currículos com total de 1,6 mil horas, algo equivalente a dois anos.

Outra característica dos cursos superiores de tecnologia é o foco na formação profissional, sem deixar de lado a base científica, tecnológica e humanista. Na prática, essas novas graduações tendem a aproximar o aluno da realidade profissional. Esse foco no mercado acaba sendo um grande atrativo para os vestibulandos.

Segundo a dissertação de mestrado em Educação pela Universidade de Brasília (UnB) defendida por Andréa Andrade, 45% dos estudantes que ainda não entraram na universidade cogitam cursos mais especializados por apresentarem boas ofertas de emprego. Ainda segundo a pesquisa, 23% veem esse tipo de curso como uma maneira interessante de se manter atualizado, enquanto 22% dos alunos que optam por essas graduações já têm experiência na área e procuram uma qualificação extra, e 12% acreditam que pode ajudar na hora de conseguir uma promoção no trabalho.

[FONTE: Portal Terra]

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