Empresas exigem certificações para validar informações colocadas no currículo

Postura é adotada para evitar, por exemplo, que pessoas com conhecimento básico de inglês se passem por fluentes ou para verificar se o candidato fez mesmo os cursos que listou

Inglês fluente, conhecimentos em programação e manutenção de computadores, intercâmbio para os EUA durante seis meses: essas informações fazem parte de um currículo bastante interessante, porém não puderam ser comprovadas e o candidato foi prontamente descartado. Esse tipo de situação tem se tornado bastante comum, já que muitos candidatos, na ânsia de um bom emprego, acabam colocando “meias verdades” em seus currículos. É por isso que é comum nas grandes empresas a exigência de certificação dos dados expostos em currículos.

Quesito básico para contratação em empresas que atuam no mercado internacional, o inglês é uma das informações que mais são alteradas, e supervalorizadas, em currículos. Além disso, há o fato de existirem muitas escolas de inglês, o que dificulta a padronização do conhecimento: o que é avançado para uma escola pode ser intermediário para outra. É para acabar com esse tipo de confusão que foram criados exames que seguem um padrão internacional que comprovam o conhecimento do idioma, caso do Toeic – Test of English for International Communication (Tesde de Inglês para Comunicação Internacional). “O Toeic é usado em mais de cem países e serve como forma de padronizar o conhecimento do idioma em inglês: todos fazem o mesmo teste, o que possibilita uma certificação justa. Ele é voltado ao mercado de trabalho, ou seja, o seu exame é específico para certificar quem deseja ingressar em uma empresa que pede o inglês como requisito”, afirma o tradutor Daniel Rodrigues, diretor do CCLi. No Brasil, empresas como a Oracle, a Gerdau, a Tim, entre outras, exigem o resultado do Toeic na contratação ou promoção de funcionários.

O intercâmbio é outro caso bastante alterado em currículos. Por vezes, as pessoas fazem uma viagem de turismo ao exterior e colocam no currículo a informação de que fizeram intercâmbio. Para poder “colocar no papel” os intercâmbios, o ideal é procurar por empresas que aliam a viagem ao exterior com cursos nesses países, como faz a EF Cursos no Exterior, que oferece certificados dos cursos realizados por seus clientes em outros países. “É diferente você viajar e ficar três meses em um país passeando e viajar e fazer cursos nesse país. O aprendizado, para a vida e para o mercado de trabalho, é bem mais completo”, afirma Letícia Matos, consultora de intercâmbio da EF Rio Preto.

Em Rio Preto, existem empresas que pedem certificação de todos os dados colocados no currículo, como é o caso das que têm o ISO 9000. “As empresas que possuem o ISO 9000 pedem uma cópia de todos os certificados dos cursos realizados, pois, obrigatoriamente, esses certificados têm que constar no prontuário de seus funcionários. Por isso, é muito importante colocar no currículo somente informações reais”, explica Melissa Oliver, especialista em recrutamento.

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