Estudo de idiomas impulsiona entusiasmo no trabalho

De acordo com pesquisa, 84% dos colaboradores se sentem mais engajados no trabalho quando empresas investem em seu desenvolvimento linguístico

Colaboradores que se dedicam aos estudos de idiomas apresentam maior desempenho e entusiasmo no trabalho. Essa foi a conclusão de uma pesquisa realizada pela Rosetta Stone – líder mundial em soluções tecnológicas para educação – presente em 150 países, com mais de 12 mil organizações, que oferecem cursos para os empregados. Segundo o levantamento, nove em cada dez funcionários encaram o estudo de idiomas como algo muito relevante em suas funções profissionais e 86% relatam sentir um impacto direto e positivo em seu desempenho no trabalho devido a essa experiência de aprendizado.

Os benefícios que os idiomas trazem ao ambiente corporativo podem ser explicados pelo impacto direto do aprendizado de uma nova língua na rotina do trabalhador. “Aprender uma nova língua afeta diretamente o dia a dia do colaborador. Eles se sentem mais preparados a lidar com os estrangeirismos frequentes do cotidiano e com a vasta bibliografia em inglês existente no mercado. Além disso, ficam mais encorajados por conseguirem participar de congressos e viagens internacionais”, afirma Daniel Rodrigues, diretor da CCLi, uma empresa de consultoria linguística voltada, especialmente, ao público corporativo.

Os colaboradores também relataram na pesquisa um aumento na satisfação e no comprometimento quando as próprias empresas investem em seu desenvolvimento profissional. Dos entrevistados, 89% afirmaram ter desenvolvido uma relação mais positiva com o atual empregador e 84% se sentiram mais engajados no trabalho. Destaque para os mais de 70% dos consultados que disseram ser mais propensos a permanecer no emprego devido à oportunidade de construir um legado profissional em idiomas.

“Há uma preocupação das empresas em reter talentos, o que é natural dada a carência de profissionais com as aptidões que o mercado demanda. A relação é simples: os colaboradores vestem a camisa da empresa, mas a empresa também precisa vestir a deles”, explica a especialista em recursos humanos Ana Carolina Verdi Braga.

 

Uma via de mão dupla

A KP Command Alkon – especializada em softwares e soluções para empresas concreteiras –, de São José do Rio Preto (SP), vem oferecendo conhecimentos de idiomas para seus colaboradores desde 2011, quando foi adquirida por um grupo norte-americano e passou a ter um relacionamento direto com a matriz nos Estados Unidos e a prestar serviços para o Mercosul. “Com essas mudanças, ficou mais latente a necessidade de termos colaboradores com conhecimentos na língua inglesa e espanhola. Por isso criamos uma política de incentivo ao estudo de idiomas”, explica a gerente de recursos humanos da KP, Valéria Pellegrino Frazzato.

A política de incentivo criada pela KP contempla o pagamento integral de um curso de inglês ou espanhol para os colaboradores que utilizam um segundo idioma na execução de suas tarefas. Além disso, a empresa oferece aos funcionários que desejam se especializar, mas não necessitam de um segunda língua no dia a dia, um desconto nas mensalidades. “Ao incentivar o crescimento dos colaboradores, temos criado um ambiente mais favorável ao desenvolvimento da empresa e do próprio profissional, que se sente mais motivado a se dedicar aos projetos da empresa”, destaca Valéria.

O consultor sênior da KP Wagner de Andrade, que sempre teve vontade de aprender um segundo idioma, começou a estudar língua espanhola quando a empresa ofereceu a oportunidade. “O curso abriu novas portas, pois tive a oportunidade de realizar atividades internacionais e de me preparar para assumir projetos maiores. Sinto-me mais confiante”, relata Andrade.

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