Governo quer implantar bibliotecas em todas as cidades do país até 2020

Metas do Plano Nacional de Cultura estão em portaria assinada no dia 13 de dezembro. Ministério da Cultura quer aula de cultura brasileira em escolas públicas

A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, assinou no dia 13 de dezembro, em Brasília, portaria que institui 53 metas do Plano Nacional de Cultura para serem realizadas até 2020. Entre os objetivos do ministério, está a implantação de bibliotecas públicas em todos os municípios brasileiros e a inclusão da disciplina cultura brasileira no currículo de escolas públicas de educação básica.

Conforme Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada no ano passado, em 2009 93,2% dos municípios brasileiros tinham bibliotecas.

Ainda no âmbito da educação, o Plano Nacional de Cultura prevê a inclusão de 20 mil professores de arte em escolas públicas, além de aumentar as vagas de graduação e pós-graduação de cursos relacionados à cultura.

Outro objetivo é ter 20 mil pessoas que trabalham na área com cursos reconhecidos pelo Ministério da Educação (MEC). O ministério quer também dobrar a média de leitura fora de sala de aula, que atualmente é de 1,9 livro.

De acordo com a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, todas as ações da pasta de agora em diante focarão no cumprimento das metas. “Vai sair do papel, garanto que vai. A política do Minc [Ministério da Cultura] é de ter editais voltados para isso e parcerias com os estados”, disse.

Segundo ela, esta é a primeira vez que a Cultura faz uma estratégia de ações coordenadas para todo o país. “Não vai mais ser solto em cada estado e isso é um plano para o Estado, não é para a minha gestão ou para a próxima. O próximo governo vai ter que incorporar isso pelo menos até 2020”, disse.

A ministra destacou que algumas ações já estão em andamento. Na semana passada, por exemplo, foi assinado um convênio de R$ 80 milhões entre a Cultura o Ministério da Educação.

Esse dinheiro deve ser usado, em parte, para a formação de agentes de leitura que ajudarão o governo a alcançar a média de leitura de quatro livros por estudante fora da escola. Os agentes devem receber uma bolsa do governo federal para a promoção de oficinas e rodas de leitura em suas comunidades.

O ministério estuda também uma maneira de popularizar a venda de livros em bancas de jornal e “pontos populares” em locais carentes ou com grande circulação de pessoas.

Cinema e profissionalização

No setor audiovisual, as metas são de lançar 150 longas-metragens brasileiros ao ano e aumentar a fatia das produções nacionais nas bilheterias.

O Ministério da Cultura planeja disponibilizar na internet todo o acervo da Funarte, da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, do Instituto Nacional do Patrimônio Histórico e Artístico (Iphan) e da Cinemateca Nacional. O ministério quer ainda que todos os espaços culturais e museus do país tenham acessibilidade a deficientes físicos.

A metas do Minc buscam também profissionalizar o setor cultural capacitando gestores em cursos promovidos pelo próprio ministério, além de aumentar em 95% os empregos formais no setor e criar secretarias exclusivas para a cultura em todos os estados. Atualmente, as secretarias de Cultura de alguns locais funcionam junto com as Secretarias de Educação ou Turismo.

Monitoramento

Segundo Ana de Hollanda, a cumprimento das metas serão monitorados por um sistema que permite detectar as regiões em que estão sendo bem implantadas e quais os locais com atraso.

“Pra isso foi criado Sistema Nacional de Informações e Indicativos Culturais que vão nos apontar se alguma área nãos está sendo bem atendida e se progresso está caminhando para outra direção”, disse.

Além disso, a ministra disse que o ministério deve criar um conselho para acompanhar o cumprimento das metas com participação do próprio ministério, representantes dos estados e parlamentares.

[FONTE: PORTAL G1]

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