"iPad em sala de aula é como dar um videogame"

Na contramão de outros estudiosos, Sugata Mitra, professor da Universidade da Inglaterra, critica a prática de presentear alunos com dispositivos tecnológicos

Para o professor da Universidade da Inglaterra, Sugata Mitra, que participa da EducaParty, dentro da Campus Party Brasil 2012, a educação precisa sofrer uma drástica mudança estrutural e ideológica de paradigma. Na contramão de outros educadores, Mitra criticou em entrevista exclusiva ao Terra a prática cada vez mais comum em escolas e universidades, ao redor do mundo, de presentear os alunos com dispositivos tecnológicos com o objetivo de introduzir a tecnologia na educação. “Dar iPads, por exemplo, é fornecer ao aluno uma nova maneira de jogar videogames”.

Segundo Sugata, os professores precisam introduzir a tecnologia dentro do processo educacional e usar os recursos como agregadores de conhecimento – e não substituidores de seres humanos. E, para isso, eles têm de olhar menos para os livros didáticos para entender o processo educacional. “A educação precisa acontecer de baixo para cima, e os professores têm que aprender com os alunos”, afirmou o pensador.

Na opinião dele, um futuro melhor é feito por meio das dúvidas e das perguntas que fazem pensar – e não do simples ato de respondê-las. Por isso, o papel que o professor tem hoje é secundário. “Um professor, atualmente, responde perguntas dos alunos. Ele é o Google. Isso não está certo. O professor precisa ser mais do que o Google. Ele precisa ser a pessoa que também faz perguntas, que instiga a imaginação de um jeito provocativo”, afirmou.

Convidado especial da Fundação Telefônica|Vivo, Sugata, que se assumiu ex-hacker, é o criador do projeto Hole in the Wall, aplicado em uma favela de Nova Délhi, na Índia, onde ele mesmo nasceu. Computadores eram colocados em uma sala e buracos na parede eram feitos. Educadores observaram, através dos buracos, as crianças tendo o primeiro contato com a web e concluíram que o aprendizado era autômato.

“Quando elas tinham dúvidas, elas perguntavam ao Google, entendiam a resposta e a memorizavam. Isso não é interessante?”, provocou Sugata ao relacionar esta ação “digital” ao papel do professor contemporâneo. E é justamente neste ponto que a teoria encontra a prática de acordo com os resultados do estudo que ele propôs.

[FONTE: PORTAL TERRA]

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