Segundo levantamento, apenas 5% da população brasileira é fluente em inglês

Falta de foco nos cursos é um dos motivos para o baixo número de falantes

 

Um levantamento da organização não governamental British Council mostrou que apenas 5% dos brasileiros são fluentes em inglês. Para os especialistas, esse baixo índice ocorre por conta da falta de foco nos objetivos dos alunos em escolas de idiomas, o que aumenta o número de desistentes dessas aulas.
 
Como na CCLi tudo é feito com um foco bem definido, a fim de garantir mais resultado, entrevistamos o diretor da empresa, Daniel Rodrigues, e a gerente pedagógica, Gabriela Imbernom, para falarem sobre o assunto. Confira:
 
Ainda hoje, há empresas que baseiam o método de ensino de língua estrangeira (LE) na repetição de frases, mas os estudos indicam que essa não seria a “melhor maneira” de aprender uma LE. Por que, então, esse tipo de ensino foi tão enraizado nas escolas de idiomas brasileiras?
 
Gabriela: Esse é o método audiolingual, que privilegia a repetição de palavras e frases isoladas e fora de contexto. Neste caso, o objetivo é “treinar” o aluno e fazer que ele memorize amostras de língua, acreditando que elas poderão ser usadas quando o aluno perceber a sua necessidade. A utilização desse método viabiliza a orientação do fazer do professor por meio de um manual, que estabelecerá o passo a passo do ensino, tornando possível a padronização dessa prática e favorecendo um alinhamento entre franquias. Entende-se a língua como um conjunto de regras e não como um organismo vivo que se estabelece nas interações entre falantes.
 
Daniel: Um dos motivos do enraizamento é a baixa qualificação do profissional que trabalha com idiomas, pois a grande maioria não tem formação específica para trabalhar em contextos de ensino e aprendizagem de línguas. Por isso, a maioria dos métodos é simplificada para que a aula esteja plenamente estruturada. Aí é que está o grande problema, pois não é possível prever uma interação real, mas uma interação forçada, artificial, escrita e “morta” no livro. O ideal é que a interação real seja promovida e estimulada pelo profissional.
 
Qual a vantagem de um método de ensino que estimule as quatro competências?
 
Gabriela: Estimular as quatro competências diz respeito ao que acreditamos ser a definição de língua. Se partirmos do princípio de que língua é comunicação, não temos como fugir das quatro habilidades. Se falamos é porque alguém nos ouve (mesmo que esse alguém seja o próprio falante). Se lemos, é porque alguém escreveu. Ou seja, a comunicação acontece nas quarto instâncias. Por isso, desejamos que nossos alunos desenvolvam proficiência para uma comunicação integral (nas quatro habilidades) em língua estrangeira.
 
Daniel: Além disso, aqui na CCLi, buscamos ultrapassar essa questão apenas referente à comunicação. Hoje um bom curso de idiomas trabalha não só com a competência linguística, mas também com a competência sociolinguística, a cultural, a própria competência de aprendizagem do aluno como aluno autônomo. Enfim, ampliou-se o foco da língua para o ser humano que interage com esse universo linguístico.
 
Quando aprendemos a falar nosso idioma nativo, ainda crianças, esse aprendizado vem naturalmente por meio da audição. Essa seria a mesma lógica com o ensino de LE?
 
Gabriela: Mais ou menos por aí. Algumas linhas teóricas defendem a “aquisição” de língua estrangeira, ou seja, tornar-se proficiente da maneira mais natural possível, por meio da exposição ao idioma. No entanto, como não conseguimos nos expor ao idioma de forma natural (a não ser pela internet ou em contato com estrangeiros) o tempo todo, não conseguimos atingir proficiência por meio de 100% aquisição. É nesse momento que o “ensino” é necessário, isto é, o processo formal de levar o aluno para sala de aula e proporcionar a ele experiências com a LE. A maneira como trabalhamos em sala de aula tenta sempre privilegiar o “ouvir” primeiro, para se aproximar ao máximo da experiência natural de aquisição.
 
Quais os principais benefícios em aprender LE a partir de seu próprio objetivo?
 
Daniel: Contextualização e motivação são os principais objetivos. Ninguém hoje gosta ou tem tempo de estudar por estudar, simplesmente. Quando se tem um objetivo específico, como, por exemplo, ganhar uma promoção no emprego, há motivação para enfrentar as dificuldades do processo. Além disso, graças a esse objetivo, fica claro que a escolha deverá ser por desenvolver habilidades linguísticas importantes para o contexto profissional, já que o objetivo é a promoção, e haverá critérios para comprovar essa competência linguística do aluno, que deve, de certa forma, estar atrelada ao contexto profissional. Assim, ter um objetivo claro e bem definido faz com que o processo seja mais rápido e eficiente.
 

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